Vem aí o Mapa do Consumo Catarinense, uma iniciativa do Grupo RIC

Foto: Marco Santiago/Notícias do Dia/Divulgação

O consumidor catarinense atravessa a crise político-econômica brasileira sem perder o otimismo. Em paralelo, quanto mais esperançosos, mais ativos e produtivos são esses consumidores. A constatação vem da primeira etapa da pesquisa Mapa do Consumo Catarinense, contratada pelo Grupo RIC para atender aos pequenos e médios anunciantes e liderada pelo Instituto Locomotiva (SP). A percepção sobre o presente e o futuro e a democratização da tecnologia revelam-se os principais vetores para a transformação no comportamento do consumidor catarinense.

“O destaque desta primeira etapa foi como o catarinense lidou com a crise econômica. Ele está mais otimista em relação ao futuro e saiu melhor da situação econômica do que a média brasileira. Se o restante do Brasil tivesse desempenho semelhante ao catarinense no período, teríamos R$ 360 bilhões de reais a mais na economia nacional”, avalia Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Meirelles fez uma breve apresentação da pesquisa durante a entrega do IMPAR em que adiantou algumas informações já coletadas a partir de entrevistas com mais de 1,5 mil pessoas, envolvendo 75 municípios de Santa Catarina, cruzando metodologias como análise de redes sociais e dados quantitativos. Até fevereiro de 2019, o Mapa do Consumo Catarinense deve revelar os hábitos e estilo de vida dos catarinenses, as semelhanças e diferenças entre os consumidores de regiões como Blumenau, Grande Florianópolis e Joinville. Outra projeção será a das categorias de consumo que irão alavancar a economia no Estado no próximo ano.

A hipótese inicial, segundo Meirelles, era de que o consumidor mais escolarizado e mais crítico em relação à situação do país tenderia a ser mais criterioso e exigente em suas escolhas, com impacto sobre a esperança no crescimento econômico e os hábitos de consumo. Porém, os resultados coletados mostraram que o catarinense chama cada vez mais para si a responsabilidade sobre a qualidade de vida. “Quanto mais otimista o consumidor, mais ele compra e usa crédito no varejo, por exemplo”, destaca Meirelles.

Após o Carnaval de 2019, a RIC vai às regiões do Estado com o Instituto Locomotiva para apresentar a segunda etapa.

Reportagem de Sicilia Vechi, especial para o IMPAR


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