PIB fica estável no 3º tri, mas cresce 1,4% frente ao mesmo período de 2016

Foto: Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) ficou estável no 3º trimestre de 2017, com uma variação de 0,1% frente ao trimestre anterior. Os dados, divulgados hoje pelo IBGE, mostram que a agropecuária caiu 3,0%, enquanto indústria e serviços cresceram, respectivamente, 0,8% e 0,6%, puxados pela indústria de transformação (1,4%) e pelo comércio (1,6%).

 

O consumo das famílias cresceu 1,2% nesta comparação, enquanto os investimentos (formação bruta de capital fixo) cresceram 1,6%. Foi o primeiro crescimento dos investimentos após 15 trimestres seguidos de queda ou estabilidade. Já o consumo do governo caiu -0,2%.

Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 1,641 trilhões, sendo R$ 1,415 trilhões de valor adicionado a preços básicos e R$ 225,8 bilhões de impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

Nas outras comparações, as variações foram de 1,4% em relação ao 3º trimestre de 2016, -0,2% no acumulado em quatro trimestres e 0,6% no acumulado do ano.

PIB cresce 1,4% em relação ao 3º trimestre de 2016
Em relação ao 3º trimestre de 2016, o PIB cresceu 1,4%, segunda taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação. A agropecuária cresceu 9,1%, influenciada pelo ganho na produtividade e pelo desempenho positivo de alguns produtos da lavoura com safra no trimestre, como o milho e o algodão.

A indústria cresceu 0,4% e os serviços, 1,0%. No caso da indústria, a taxa foi influenciada, de um lado, pelo crescimento de 2,4% nas indústrias de transformação e, de outro, pela queda de 4,7% na construção. O desempenho dos serviços, por sua vez, veio do crescimento de 3,8% no comércio e de 1,2% nas outras atividades de serviços, e da queda de 0,8% em administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social.

Ainda nesta comparação, o consumo das famílias cresceu pelo segundo trimestre seguido. O crescimento de 2,2% foi influenciado pela evolução de alguns indicadores macroeconômicos ao longo do trimestre, como a desaceleração da inflação, a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial.

Já a formação bruta de capital fixo caiu 0,5%, a 14ª queda consecutiva. Este recuo é justificado, principalmente, pelo desempenho negativo da construção, sendo parcialmente contrabalançado pelo crescimento da produção e importação de bens de capital. O consumo do governo, por sua vez, recuou 0,6% em relação ao terceiro trimestre de 2016.

Com informações do IBGE