Lideranças industriais apostam na retomada da economia

“Ainda vamos ter que trabalhar muito duro, mas as perspectivas para 2018 já serão bem melhores do que as deste ano”. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, durante o Encontro de Ideias da ADVB-SC, realizado no dia 30, na sede da entidade em Florianópolis. “O que precisamos retomar são os investimentos porque é isso o que gera emprego, o que dinamiza a economia são os investimentos e neste aspecto o governo está muito lento”, afirmou Côrte. Para ele, se o governo conseguir implementar seu programa de parceria público-privada, a perspectiva é um ano bem melhor do que foram os últimos.

 

Também participaram do debate, mediado pelo presidente-executivo da ADVB-SC, Daniel de Oliveira Silva, o presidente do conselho de administração da Weg, Décio da Silva, o presidente da Engie Energia, Eduardo Sattamini, e o ex-presidente e atual conselheiro da empresa, Manoel Zaroni Torres. Silva, da Weg, também destacou a profundidade da crise, que comparou com a dos anos 1980. “Vamos ver se agora entramos em uma fase de melhoria, porque os investimentos caíram a zero e o consumo ficou muito baixo e agora começa a se movimentar um pouco”, disse. “Mas nós temos um espaço muito grande para voltar os investimentos, e investimento precisa de confiança”.

O presidente do grupo Engie no Brasil, Maurício Bähr, afirmou no evento que vê o atual cenário como de oportunidades. “O Brasil está trilhando caminho certo, de limpar sua governança, de olhar para frente e fazer as reformas que têm que fazer”, destacou. Na visão dele, tão logo tudo isso aconteça, o crescimento vai ser retomado imediatamente. “A gente acredita nisso e, por isso, estamos investindo bastante na área de geração de energia e na área de serviços por que acreditamos no Brasil no longo prazo”, disse.

Por fim, Manoel Zaroni Torres destacou que as reformas são fundamentais, mas que para superar os ciclos curtos de crescimento interrompidos por novas crises é necessário reformar o Estado brasileiro, considerado por ele como centralizador e ineficiente. “Precisamos sair de um Estado assistencial para um estado prestador de serviço, mais eficiente”, afirmou.

Com informações da FIESC