Educação, competitividade e marca

Por Glauco José Côrte, presidente da FIESC

A indústria catarinense tem sua história marcada pela alta eficiência, elevada produtividade, inovação, produtos que geram valor, confiabilidade e respeito aos consumidores. Esses elementos são fundamentais na construção e consolidação das marcas. Ao mesmo tempo, pode-se afirmar que as marcas fortes também contribuem para a competitividade do parque fabril de Santa Catarina, um dos mais sólidos do país e destaque também em âmbito internacional.

O bom retrospecto pode ser celebrado, mas é essencial olharmos para frente e ver quais estratégias devem ser adotadas para que a indústria de Santa Catarina mantenha esse bom desempenho. Isso porque a dinâmica da economia não permite acomodação. A rapidez crescente com que as mudanças ocorrem pode fazer com que uma grande empresa perca importantes e irrecuperáveis espaços na economia global.

Os desafios que se apresentam são inúmeros e um ambiente de negócios adequado é fundamental: infraestrutura eficiente, carga tributária justa, legislação trabalhista e ambiental que não criem entraves são pré-condição para o desempenho das empresas. Mas é preciso também olhar para o interior das organizações e verificar o quanto elas estão atentas às transformações. O conceito de Indústria 4.0 é um exemplo. Os novos tempos exigem interconectividade de pessoas, objetos, fábricas, produtos; requerem também capacidade de captação e interpretação de informações, além de agilidade na tomada de decisão. Estamos falando de tecnologias de ponta, mas também da capacidade de usá-las. Só assim as indústrias terão sucesso na busca para ampliar eficiência, produtividade, inovação, geração de valor, confiabilidade e respeito e, desta forma, fortalecer suas marcas.

Tudo isso começa com a educação. Se este fator era fundamental no passado e, por isso, sempre foi motivo de preocupação das indústrias, é ainda mais determinante nos dias atuais, para que os trabalhadores possam efetivamente se inserir, com suas organizações, na quarta onda da revolução industrial. Somente a capacidade de mobilizar a força de trabalho para as novas exigências é que fará com que as empresas garantam um futuro competitivo.