Artigo: Por que não fazer diferente? Provocações para lidar com a Era da Complexidade

Por Isaac Ramiris Zetune,
Jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content

Tem sido cada vez mais difícil ser líder e colaborador de um negócio. Tenho acompanhado o clima desafiador que empresas de diferentes segmentos e nichos têm tido nesta era da relevância e da complexidade. Tudo está mudando. A comunicação está mais rápida do que conseguimos acompanhar e a ansiedade tomando conta de todos, que criam expectativas compatíveis com a velocidade da informação.

No fim das contas, são as pessoas as responsáveis por fazerem tudo isso evoluir de forma exponencial. Mas, também, as mais afetadas com os impactos provocados pela globalização acelerada, transferindo, para o ambiente de trabalho, todo estresse do mundo novo, que faz muitos terem a sensação de estarem ficando para trás por terem perdido o controle das informações e possibilidades à disposição.

Crenças que já não funcionam mais, tecnologias acelerando a comunicação interpessoal, interrupções cada vez mais frequentes e níveis de complexidade de informação mais detalhados que nunca, deixando gestores perdidos com o próximo passo. A sensação de estafa está na vida da maior parte das pessoas que me relaciono no ambiente profissional, espremidas em meio a tantas informações e novas obrigações.

Em um mundo que se transforma todos os dias, podemos ser coadjuvantes e pano de fundo dessas mudanças, sofrendo porque não entendemos bem o que acontece, ou podemos ditar o ritmo do nosso caminho, já que o padrão do certo não existe mais e as crenças mesquinhas do cotidiano estão morrendo aos poucos, finalmente. A perspectiva da visão aumentou. Expandiu.

Por isso, criei algumas provocações que nos fazem refletir sobre o nosso papel e aquele que queremos ter.

O que é mais fácil e cômodo:

  1. Repensar o modelo de negócio, o jeito de pensar e fazer ou botar a culpa no governo?
  2. Desenvolver humildade e pedir ajuda para realizar ou passar por cima de todos e individualizar incertezas e decisões?
  3. Ampliar o job description e a visão para solucionar problemas de impacto ou ficar no próprio quadrado e fazer o que pedem?
  4. Ter ideias ou criticar ideias?
  5. Dizer “não” se não concorda e buscar argumentações para mostrar caminhos diferentes ou puxar o saco dos outros (e do chefe) e dizer “amém” para garantir o emprego?
  6. Fazer de forma diferente para melhores soluções ou continuar fazendo o que sempre fez, mesmo não dando tão certo mais?

Essas reflexões parecem fortes. E são. Existem esses dois tipos de pessoas no mundo e a evolução de todos nós passa por decisões diárias atreladas ao choque desses perfis.

Mas, para deixarmos de ter a sensação de que o mundo está evoluindo na velocidade da luz enquanto alguns seguem a passo de tartaruga, precisamos falar sobre a atitude das pessoas e empresas, nos posicionando definitivamente em relação ao comportamento que queremos ou devemos ter para sair dessa sensação subjetiva.

Repensar entre o que é mais fácil e mais correto pode ser a chave para uma nova forma de trilhar o caminho profissional, ajudar a própria carreira e a empresa ou departamento que lidera. Por que não fazer diferente? Provoque-se.

Artigo publicado originalmente no site Ideia de Marketing


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