Artigo: O fator humano na era digital

Por Flávio Jacques,
Presidente Executivo do Sinapro/SC

A comunicação publicitária é uma atividade importante e necessária à economia contemporânea que, como tantas outras, experimenta momentos de transição e mudança – mas que são também oportunidades para a reflexão e o amadurecimento.

Situada no contexto da indústria do conhecimento, apoia-se tanto nas capacidades humanas – a competência criativa e a sensibilidade para alcançar corações e mentes – como também no uso das ferramentas tecnológicas. Ou seja, vive um paradoxo incomum, pois se ampara simultanetamente nas ciências humanas e nas ciências exatas.

Nesta última década, assim como em outros ramos, intensificou-se cruzamento destas duas vertentes. Embora, para alguns, isso pareça uma contradição e até enseje resistências, deve-se, porém, considerar os aspectos positivos desse processo para o segmento da comunicação.

Observando o crescimento do volume de informação circulante acumulado nos últimos anos, podemos constatar também que quanto maior a oferta informacional, maior o consumo de mídia. Nesse cenário, para o consumidor, o processo de escolha por um produto ou serviço parece tornar-se mais fácil, pela quantidade de opções disponíveis.

Por outro lado, sob o prisma de quem quer vender, a disputa pela atenção e pelo interesse do cliente passou a ser um desafio ainda maior, pois a diversidade de alternativas se traduz numa multiplicação da concorrência.

Naturalmente, nesse novo ambiente, o caminho que as marcas precisam percorrer para se tornarem preferenciais na mente dos consumidores é mais longo e mais árduo do que quando bastava utilizar intensivamente a televisão, o rádio ou a mídia impressa para ocupar esse espaço. E é aqui que as agências de comunicação podem fazer a diferença.

E certamente terão mais chances de êxito aquelas que já compreenderam a importância de equilibrar o uso das tecnologias digitais e da inteligência de mercado, com a centelha criativa e a capacidade humana de sensibilizar, emocionar e de gerar empatia entre as marcas e seus consumidores. E, mais ainda, quando a indústria da comunicação consegue promover, além da conversão monetária, também a oportunidade para a melhoria da vida das pessoas, ela terá então justificado a sua importância e o seu valor para sociedade em que se insere.

Artigo publicado no Anuário IMPAR 2018.


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