Software como serviço é o principal negócio das startups de Santa Catarina

O modelo de Software como Serviço (SaaS) se afirmou no mercado por meio de grandes empresas como LinkedIn, Netflix e Spotify. Em Santa Catarina, três a cada dez soluções desenvolvidas seguem os passos das grandes e investem em softwares, de acordo com o censo do programa de capacitação do Sebrae, o Startup SC. O estado já é segundo com mais startups neste setor do país, atrás apenas de São Paulo. O destaque se dá pelos bons exemplos de empresas catarinense que obtiveram sucesso no mercado de SaaS.

Para Alexandre de Souza, gestor do Startup SC, “é muito mais fácil investir e escalar em uma área onde outros modelos de negócios que já foram validados, como é o caso desse setor“. Outro fator importante, na avaliação de Souza, é que o SaaS/B2B baseado em serviços é flexível e permite uma eventual mudança no direcionamento da startup e os empreendedores catarinenses já estão maduros para entender esse movimento e aproveitá-lo.

Setor em evolução

André Rodrigues entrou neste mercado em 2011 com a mobLee, empresa que desenvolve soluções de ponta a ponta para facilitar os processos em feiras, congressos e eventos corporativos, que participou do Startup SC. Nesses seis anos pode perceber a evolução do setor e o aumento de startups investindo em softwares. “As empresas de SaaS vivem um momento muito especial no ecossistema do estado”, diz o empreendedor. “Diferente de quando a mobLee começou, existem hoje empresas que se tornaram referência nacional, como a Resultados Digitais”, diz.

Além disso, Rodrigues cita casos recentes de aquisição, como a da Axado pelo Mercado Livre, que na visão dele reforçam a qualidade das empresas da região. “Somando esse contexto ao fortalecimento de investidores, aceleradoras e a própria atenção dos governos, trilhamos um caminho muito mais lógico e seguro para os que pretendem empreender com uma empresa de software”, explica.

O cenário atual é resultado de um maior investimento que as empresas estão fazendo em inovação. De acordo com um estudo da Capgemini, 92% das instituições já adotam pelo menos uma solução de SaaS. Isso porque os softwares ajudam a otimizar processos e a barateá-los, mostrando onde estão os gargalos das empresas e as auxiliando a superá-los. Um censo da ABES, entretanto, mostra que cerca 75% das soluções utilizadas nas empresas brasileiras são de fora do país.

George Eich, da CoBlue, pode perceber desde o começo da trajetória na startup em que é sócio que os seus maiores concorrentes são internacionais. O desafio está em produzir uma solução equivalente às que são usadas em mercados mais maduros para atender tanto instituições que procuram por OKR, método de gestão famoso em empresas de tecnologia, quanto aquelas que estão conhecendo agora essa metodologia. “A vantagem é que conseguimos adaptar as técnicas de fora para a realidade nacional, olhando para o estilo de gestão das empresas brasileiras”, diz Eich, destacando o software voltada para OKR criado pela CoBlue. “Além disso, cobramos em real, o que nos torna mais competitivos frente às soluções internacionais”, conclui.

Com informações da Acate