Entidades catarinenses de tecnologia divulgam documento com pauta política

Foto: Divulgação

Entidades do setor de tecnologia de Santa Catarina, que já representa 5,6% da economia do Estado, assinam pauta política com o que esperam dos próximos representantes eleitos para os Executivos e Legislativos estadual e federal. O objetivo é que a área possa continuar crescendo, diversificando-se, atraindo e distribuindo mais investimentos e empregos.

“O desenvolvimento do ecossistema de tecnologia também estimula toda uma economia de serviços e consumo em segmentos como o comércio, a construção civil, entretenimento, alimentação, serviços técnicos especializados nas áreas de direito, contabilidade, comunicação, marketing, entre outros”, ressalta Daniel Leipnitz, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE).

As instituições que lançam o documento acreditam que os governantes e parlamentares podem ter um papel relevante neste novo cenário ao reconhecerem o potencial econômico da tecnologia, bem como ao agregar a tecnologia e a gestão digital como parte do seu dia a dia.

“Nossa atual sociedade está cada vez mais conectada, exigente e espera de seus representantes uma interlocução direta, transparente e objetiva. Nunca antes esteve tão em voga a digitalização não somente da economia, mas da experiência de relacionamento entre cidadão e o gestor público. Tudo isso suportado por plataformas tecnológicas, muitas delas, inclusive, desenvolvidas por empresas catarinenses”, explica Leipnitz.

Entre os pleitos setoriais estão:

  • Formação de recursos humanos qualificados

Apesar da tradição do Estado no desenvolvimento de empresas de base tecnológica, um dos principais gargalos para o desenvolvimento do setor é a escassez de profissionais qualificados. Atualmente estima-se que existam algumas milhares de vagas abertas no setor em todas as regiões, mesmo em um cenário econômico de crise que o país sofreu nos últimos anos.

  • Participação institucional no aconselhamento e na construção conjunta de políticas de fomento, compras e investimentos em TICs e de ações de desenvolvimento tecnológico promovidas pelo Governo do Estado de SC

Em função de sua forte atuação e articulação junto às associadas e demais entidades empresariais, a ACATE conhece com profundidade as competências, necessidades e oportunidades de desenvolvimento das empresas de base tecnológica, bem como as necessidades do mercado estadual e nacional de tecnologia.

  • Criação de um fundo garantidor do Estado de SC

As entidades entendem que o estabelecimento de um fundo garantidor estadual, desburocratizado e com custos operacionais competitivos é uma iniciativa indispensável para ampliar o acesso das empresas catarinenses aos recursos financeiros e, por conseguinte, para o incremento da competitividade delas no cenário global e para desenvolvimento socioeconômico do Estado.

  • Criação de laboratório de inovação urbana e de tecnologias de gestão em parcerias com as empresas e entidades catarinenses

Além das tecnologias já disponíveis pelas empresas catarinenses e que o Estado pode fazer uso do seu poder de compra para estimular esta economia, uma grande e moderna oportunidade está em criar, em parceria com as entidades, laboratórios de inovação para enfrentamento dos principais gargalos do poder público, sobretudo aqueles de atendimento às necessidades do cidadão.

  • Fomento a iniciativas de desenvolvimento de novas empresas e consolidação das atuais no cenário regional, nacional e internacional

O Governo de Santa Catarina, no passado, teve participação ativa em diversas iniciativas de fomento ao setor, como a criação do Condomínio Industrial de Informática de Florianópolis. As instituições elencaram alguns projetos que o próximo governo pode apoiar diretamente e seguir cumprindo seu papel para o desenvolvimento do segmento, como a apresentação de amplo programa de incentivo ao empreendedorismo e o aprimoramento e fortalecimento do Sinapse da Inovação

Assinam a pauta a ACATE e suas entidades parceiras regionais: ACIBALC/NTIC (Balneário Camboriú), ACIC/NBT (Criciúma), ACII/NuTic (Itajaí), ACIJS (Jaraguá do Sul), ACIRS/Niavi (Rio do Sul), ACIT (Tubarão), Blusoft (Blumenau), Deatec (Chapecó), Fetep (São Bento do Sul), Inaitec (Palhoça), Orion (Lages) e Softville (Joinville). O documento está disponível para download na íntegra neste link.

Com informações da Acate


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