Indústria 4.0 e tecidos inteligentes mudam setores têxtil e de confecções

Foto: Fernando Willadino/Divulgação FIESC

O futuro dos setores têxtil e de confecções vai muito além da produção de roupas, moda e design. Com a entrada dos conceitos da indústria 4.0 e da nanotecnologia, nascem os tecidos inteligentes e suas aplicações não só às roupas, mas em outros segmentos, como automotivo, saúde (roupas de cama com fios de prata) e agrotec (tecidos para agroindústria), disse o diretor-técnico do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (SENAI CETIQT), Sérgio Motta, durante reunião de diretoria da FIESC, em Florianópolis. “Cerca de 40% do peso de um carro são de materiais têxteis”, exemplificou. “O maior apoio que SENAI e SESI podem dar é na virada da inovação. Esse é o caminho. É perceptível esse viés em Santa Catarina”, declarou.

Atualmente fala-se nos tecidos técnicos e nos não-tecidos, que, segundo Motta, ganham versões como a antimicrobiana, repelente e até anticelulite. Com a incorporação do grafeno (material mais resistente que o aço, porém da espessura de um átomo), o tecido ganha sensores que medem a temperatura do corpo dos atletas. “Tecidos técnicos movimentam US$ 127 bilhões no mundo”, informou.

O conselheiro do CETIQT, César Döhler, apresentou um tecido invisível à luz infravermelha, desenvolvido para o Exército. Isso permite que à noite pessoas usando roupas com esse tecido não sejam vistas pelo equipamento.  Döhler também apresentou um panorama do setor têxtil e vestuário no Brasil e destacou que a indústria têxtil brasileira faturou R$ 131 bilhões em 2016, é composta por 33 mil empresas e gera 1,4 milhão de empregos diretos. É a segunda maior empregadora da indústria de transformação, perdendo apenas para alimentos e bebidas (juntos). Ele salientou o trabalho da instituição em educação, tecnologia, inovação, sustentabilidade e produtividade, e revelou que em breve será inaugurada uma planta-piloto de confecção 4.0, uma espécie de loja virtual ligada diretamente ao processo produtivo e aos fornecedores de materiais.

Com informações da FIESC