Vendas de automóveis têm queda em julho, mas crescem no acumulado do ano

As vendas de todos os segmentos automotivos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) apresentaram retração de 4,04% em julho, na comparação com o mês de junho. No total, foram emplacadas 265.994 unidades em julho, contra 277.185 em junho. Se comparado ao mês de julho de 2016 (271.827), o resultado geral dos emplacamentos de julho deste ano teve retração de 2,15%. No acumulado do ano, a queda foi de 4,99% sobre 2016. Foram emplacadas 1.771.435 unidades de janeiro a julho de 2017, contra 1.864.538 no mesmo período de 2016. Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Para o presidente da Fenabrave, a queda nas vendas de automóveis e comerciais leves em julho já era esperada por causa das férias e das incertezas do atual cenário político -econômico, que faz com que os consumidores se retraiam para as compras. “Apesar de o mês de julho ter sido negativo em relação a junho, no acumulado do ano o resultado foi positivo”, diz Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. “As expectativas da Fenabrave para o segundo semestre se mantém positivas, baseadas na maior oferta de crédito e na melhora dos índices de confiança”, avalia. Para ele, os lançamentos de modelos pelas montadoras também favorecerão os resultados do segundo semestre do ano.

Caminhões em alta

Entre os segmentos automotivos, o de caminhões teve alta de 8,25% em julho, totalizando 4.525 unidades emplacadas, contra 4.180 em junho. Já no acumulado, o segmento continua em queda de 13,7%. Outros segmentos, no entanto, apresentam queda em julho, mas resultados positivos no acumulado, como indicado pelo presidente da Fenabrave. Esse é o caso de automóveis e comerciais leves que, apesar da retração de 5,48% em julho sobre junho, apresentaram alta de 3,95% no acumulado de janeiro a julho sobre o mesmo período de 2016 (1.170.308 unidades de janeiro a julho de 2017, contra 1.125.868 no mesmo período de 2016). Se comparados apenas os meses de julho de 2017 e 2016, o resultado aponta uma alta de 2,33%.

Confira o desempenho na tabela.

Com informações da Fenabrave.