Técnicos americanos vêm ao Brasil para inspeção veterinária

O Brasil deverá receber a visita de técnicos norte-americanos para uma inspeção veterinária até o fim desse mês na tentativa de avançar na retomada das exportações de carne fresca para os Estados Unidos. O embargo norte-americano ao produto brasileiro foi anunciado no dia 22 de junho devido a preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado daquele país, segundo autoridades dos EUA. O fechamento do mercado norte-americano se deu em razão da existência de abscessos, além de pedaços de osso encontrados na parte dianteira dos animais.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a vacinação contra a febre aftosa pode ser a causa das inflamações. Para tentar solucionar a questão, a sapomina deverá deixar de ser um dos componentes da vacina e que as doses da vacina serão reduzias de 5 mililitros (ml) para 2,5 ml. Esta medida estava entre as alterações solicitadas pelo agronegócio em documento encaminhado ao ministério. As instituições relacionam a substância à exacerbada irritação no local da aplicação, que se agrava até casos de edema e severa reação inflamatória, com consequente ocorrência de abscessos.

Foram 17 anos de negociações para que o Brasil conseguisse exportar carne fresca para os Estados Unidos. As exportações começaram a ser feitas em setembro do ano passado. Ao todo, 15 plantas frigoríficas exportavam carne in natura para o país. Essas plantas acumularam, de janeiro a maio, US$ 49 milhões em exportação. A venda de carne fresca para os Estados Unidos representa apenas 2% das exportações totais brasileiras. Tradicionalmente, o país vende carne industrializada para o mercado norte-americano, cujas exportações não foram afetadas.

Com informações da Agência Brasil