Exportações de Santa Catarina sobem 14% de janeiro a agosto na comparação com 2016

Foto: Divulgação FIESC

As exportações catarinenses de janeiro a agosto deste ano totalizaram US$ 5,7 bilhões, com elevação de 14,3% em relação a igual período de 2016. É o que mostram dados do Ministério do Desenvolvimento, divulgados nesta quarta-feira (6) pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). O desempenho coloca Santa Catarina em oitavo lugar no ranking nacional, com 3,9% dos embarques brasileiros.

Dados do IBGE, divulgados também nesta quarta-feira, mostram que a produção industrial catarinense se elevou em 3,5% de janeiro a julho na comparação com os primeiros sete meses do ano passado. É o segundo melhor desempenho do País, de acordo com análise da FIESC. “São dados que ajudam a consolidar a tendência de retomada do crescimento em Santa Catarina, pois se somam a indicadores positivos como os do Banco Central, sobre a economia como um todo; os do Ministério do Trabalho, sobre o emprego; e os da FIESC/CNI, relativos às vendas industriais; todos apontando reação”, avalia o presidente da FIESC, Glauco José Côrte.

Produtos destaques na balança

Entre os produtos mais importantes para a balança, o maior crescimento foi observado nas vendas de carne suína (33%), que totalizaram US$ 421 milhões, seguido de partes para motores (27%), no valor de US$ 273 milhões. A carne de frango segue como principal item de exportação de Santa Catarina, chegando a US$ 1 bilhão de janeiro a agosto de 2017, o que representa alta de 22% sobre igual período do ano passado.

Importações crescem

Apesar do bom desempenho das exportações do estado nos primeiros oito meses do ano, as importações registraram elevação maior (22%), chegando a US$ 8 bilhões. Santa Catarina é o segundo estado brasileiro que mais importou e com esse desempenho registrou déficit de US$ 2,3 bilhões na balança comercial. Os principais produtos que entraram no país por meio dos portos catarinenses de janeiro a agosto foram matérias primas, com destaque para o cobre (US$ 379 milhões), polímeros de etileno (US$ 296 milhões) e fios de filamentos sintéticos (US$ 235 milhões).

Com informações da FIESC