Com orçamento de R$ 1 bi, Exército oferece oportunidades para a indústria de Santa Catarina

Foto: Divulgação / FIESC

A indústria catarinense tem a oportunidade de fornecer uma série de produtos ao Exército. As principais demandas da instituição militar foram apresentadas na reunião do Comitê da Indústria de Defesa (COMDEFESA), da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta quarta-feira (16), em Florianópolis. O orçamento é de pouco mais de R$ 1 bilhão, informou o diretor de abastecimento do Exército, o general de brigada Antonio Manoel de Barros (foto), que explicou as especificidades técnicas exigidas para os produtos militares. Hoje, o efetivo do Exército é de 220 mil integrantes. A instituição compra de alimentos à tecnologia.

Segundo o general, o Exército compra itens como alimentação (carne, arroz, feijão, leite, café macarrão, margarina), fardamento (uniforme, meias, camisetas, casacos, calçados), mobiliário e equipamentos para cozinha industrial (liquidificador, câmara frigorífica, balança, forno elétrico), alimentos, vacinas e outros produtos de veterinária, combustível e munição. Conforme Manoel de Barros, devem ser gastos cerca de R$ 700 milhões só em alimentos ou itens ligados à estrutura alimentar. Parte desses recursos são descentralizados para as regiões militares e quartéis. Só para uniforme, a estimativa é de compras de aproximadamente R$ 140 milhões. No caso de alimentos e uniformes, não há risco de contingenciamento de orçamento. São consideradas despesas obrigatórias.

Durante a reunião, o diretor de abastecimento também apresentou os principais projetos estruturantes do Exército, que demandam novas tecnologias, especialmente a nanotecnologia, que inicialmente deve ser aplicada aos uniformes, mais tarde aos equipamentos, até chegar à alimentação. “A nanotecnologia é o futuro. Há interesse nosso nessa área”, resumiu o general.  “Vemos essa diversidade industrial como uma grande oportunidade”, disse o presidente da FIESC, Glauco José Côrte.

O que o Exército compra

Fardamento: meias, camisetas, calção, tênis, sandálias de borracha, suéter de lã, macacão de manutenção, ceroulas, calção de banho, coturno, sapato, calça, camisa, boina, gorro, uniforme camuflado, luvas de couro e de lã para diversas finalidades, japonas, botas de borracha e cintos.

Equipamento:  mochilas de vários tamanhos, cantil, marmitas térmicas e de alumínio, suspensórios, coldre, colete de proteção balística, óculos de proteção, cotoveleira, joelheira,  colete salva vidas, capacete balístico, capacete anti-tumulto, escudo de proteção, macas, redes de selva (rede para dormir na selva, possui cobertura para chuva), sacos de lona de vários tipos, poncho de campanha e pá biarticulada.

Mobiliário: camas de aço, camas beliche e armários de aço.

Material de acampamento: barracas, toldos de variados tamanhos, camas de campanha, bancos de campanha, saco de dormir, cama, mesa e banho: toalhas, lençol, travesseiros, cobertores, fronhas, colchões e talheres de aço.

Munição letal

Munição não letal: granadas de gás lacrimogêneo, granadas de luz e som, granadas fumígenas, granadas de efeito moral, granadas de gás pimenta, granadas de impacto, spray de gás lacrimogêneo, spray de gás pimenta, munição de impacto controlado (projetis de borracha) e munição fumígena.

Rações operacionais: de combate, de emergência e de adestramento (trata-se de comida termo processada, alimentos complementares secundários e acessórios de preparo), além de carne, arroz, feijão e outros itens de gêneros alimentícios.

Com informações da FIESC